A História dos Amplificadores Gibson

Quando se pensa em bons amplificadores valvulados para guitarra, quais vem a sua cabeça? É bem provável que terá pensando em algo como um Fender, Marshall ou Vox. Afinal essas marcas ao longo das últimas décadas se tornaram sinônimos de bons amplificadores e tem marcado presença no set de grandes bandas. Mas existe também outra marca, referência no mundo das cordas, fabricou amplificadores sensacionais, mas que infelizmente caíram no esquecimento – Gibson.

Gibson? Sim, você ouviu certo. Criadora de fantásticos modelos de guitarra elétrica como Les Paul, SG, Flying V, entre outras, a Gibson foi também uma excelente desenvolvedora de amplificadores valvulados e uma grande inovadora, responsável por várias tecnologias que se tornariam largamente usadas atualmente.

No inicio da década de 40 a Gibson já estava no mercado de amplificadores para guitarra, cerca de 10 anos antes da própria Fender. Ao longo dos anos em que os Amplificadores Gibson estiveram em produção, foram produzidos mais de 70 modelos diferentes, alguns chamaram a atenção de maneira especial devido aos recursos que trouxeram e acabaram por se tornarem grandes novidades na época. Veja um exemplo:
O primeiro amplificador Estéreo para Guitarra

O primeiro amplificador Estéreo para Guitarra
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Produzido entre 1961 e 1967, o Gibson GA-79RVT, foi certamente um dos primeiros (e muito provavelmente o primeiro) amplificador estéreo para uso com guitarras elétricas, saía da fábrica já equipado com um par de falantes Jensen. Dentre seus interessantes recursos estava a possibilidade de ser usado por dois guitarristas (cada um em mono) ou um só guitarrista, tocando em estéreo.

Aliado a isso, o amplificador trazia também um excelente Reverb, que era acionado em apenas um dos canais, proporcionando ainda maiores possibilidades de combinações entre o sinal limpo e o sinal com Reverb. A profundidade e divisão produzida por esse amplificador era realmente impressionante, devido a vários diferentes fatores, como a construção de seu gabinete, em forma de “V”.

Os amplificadores Gibson ficaram em produção por muitos anos e até meados da década de 90 eles eram produzidos nos EUA pela própria Gibson, entretanto, apesar das várias inovações que trouxeram e do sucesso alcançado nas décadas de 40, 50 e 60, a Gibson resolveu abandonar o projeto e encerrar a produção. Um dos principais fatores atribuídos à queda de popularidade dos amplificadores Gibson foi a falta de um marketing efetivo para competir com marcas como Marshall, Vox e principalmente Fender, que eventualmente dominou o mercado americano. Enquanto a Fender direcionava seus produtos aos mais diferentes tipos de músicos e oferecia uma linha de produtos variável e de boa qualidade, a Gibson continuava praticamente inexistente no mercado de amplificadores, uma vez que a empresa continuava focada na divulgação e venda das suas Guitarras e Violões que são até hoje a principal receita da empresa.

Timbre Limpo Vs. Distorção

No fim da década de 50 o Rock ‘n’ Roll já começava a despontar em alguns lugares, junto do Surf Music e do Blues, as principais marcas começaram a mostrar seus amplificadores como alternativas para grandes volumes limpos e distorcidos, no entanto a Gibson continuava a oferecer amplificadores essencialmente para timbres limpos.

No meio especializado existem diversas discussões sobre qual foi o melhor amplificador fabricado pela Gibson e alguns chegaram a se tornar fonte de inspiração para modelos de outras marcas. Um caso famoso é o modelo 1956 Gibson GA-5 Les Paul Junior cujo projeto é exatamente igual ao Fender Champ lançado posteriormente pela Fender. Mas sem dúvida o modelo que mais manteve sua “fama” e que continua a receber atenção e elogios de grandes profissionais é o Gibson GA-40 Les Paul.
Gibson GA-40 Les Paul – 40 Watts

Gibson GA-40 Les Paul – 40 Watts
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O Gibson GA-40 Les Paul foi lançado ainda na década de 50 entregando grandes 40 watts de potência em um gabinete lindo equipado com um Alto-Falante Jensen de 12 polegadas de imãs de Alnico 5. Com um acabamento marrom em dois diferentes tons, o GA-40 realmente era equipamento de luxo e altíssima confiabilidade. Ao longo dos anos houveram algumas variações nos acabamentos, sempre mantendo um estilo único.

No fim da década de 90 a Gibson adquiriu a empresa Trace Elliot (localizada no Reino Unido). A partir de então o que antes era a Trace Elliot passou a ser uma nova divisão da Gibson responsável por desenvolver e trazer de volta ao mercado os ótimos amplificadores Gibson adotando uma nova estratégia de mercado e de produto.
Gibson GA30-RV Super Goldtone Combo – 30 Watts

Gibson GA30-RV Super Goldtone Combo – 30 Watts

Uma das apostas da empresa para o regresso ao mercado é o modelo Gibson GA30-RV Super Goldtone Combo que além de ser visualmente muito bonito, traz de volta a configuração com um falante de 12 polegadas e outro de 10 polegadas, adicionando uma camada extra de versatilidade.

Anderson Carvalho

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